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Investigador da Escola de Ciências lança primeiro roteiro sobre dispositivos e materiais ferroeléctricos mais sustentáveis Voltar

segunda-feira, 18/09/2023    Centro de Física da Escola de Ciências da Universidade do Minho
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Roadmap aborda mais-valias de dispositivos à base de háfnia e zircónia usados como memórias não-voláteis, supercondensadores e dispositivos neuromórficos
É o primeiro roteiro (roadmap) a ser publicado sobre dispositivos e materiais ferroelétricos à base de háfnia e zircónia (dióxido de háfnio e dióxido de zircónio com propriedades físicas e químicas muito semelhantes) e tem como primeiro autor, um investigador da Escola de Ciências da UMinho (ECUM). José Pedro Silva, membro do Centro de Física da UMinho, juntamente com uma equipa internacional de investigadores lançou o roteiro que serve como guia para o desenvolvimento de dispositivos, à base de háfnia e zircónia, que permitem o armazenamento de energia ou de informação, com menor consumo energético. “Este roteiro apresenta-se como um trabalho que indica o estado em que se encontra a investigação nestes materiais e aponta potenciais caminhos promissores ao nível da investigação que é feita a nível mundial na área. Pretende-se que sirva de referência e inspiração para quem investiga estes materiais”, refere o investigador.

O roteiro foi publicado na reputada revista científica “APL Materials”, do Instituto Americano de Física, e juntou 51 autores de 39 entidades internacionais, de onde se destaca a participação de investigadores de empresas como a Samsung (Coreia do Sul), Intel (EUA) e IBM (Suiça), do Laboratório de Materiais Nanoeletrónicos (NaMLab Alemanha) e da Universidade da Califórnia (EUA).


O trabalho que José Pedro Silva co-coordenou com o investigador alemão Uwe Schroeder, pioneiro na área dos óxidos binários ferroeléctricos, destaca que aqueles materiais podem funcionar como memórias não-voláteis (guardam a informação mesmo sem o fornecimento de energia), supercondensadores (armazenam uma pequena quantidade de energia e fornecem-na rapidamente, na ordem dos nanossegundos) e dispositivos neuromórficos (desempenho inspirado no funcionamento do cérebro), entre outros.


Nas 71 páginas do roteiro apresentam-se as propriedades da háfnia e da zircónia, os avanços recentes e os desafios no fabrico destes materiais à nanoescala com várias técnicas. Abordam-se ainda estratégias para a melhoria das propriedades físicas destes materiais, a sua afirmação no mercado, as oportunidades de comercialização e a perspetiva da indústria.

José Pedro Silva, do Centro de Física da Escola de Ciências da UMinho (ECUM), explica que os materiais ferroelétricos à base de camadas finas de háfnia e zircónia à nanoescala podem mudar o mercado ao nível dos dispositivos de memória, com especial enfoque em áreas revolucionárias como a computação neuromórfica, e do armazenamento de energia.


Fotos em anexo (legenda:
José Silva operando o sistema de deposição que é utilizado na produção de camadas finas de zircónia)


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