O principal objetivo do CIEC-UM é promover investigação de alto nível e agregar conhecimento científico e competências para contribuir para a melhoria do bem-estar, desenvolvimento e aprendizagem das crianças.
A crise financeira em Portugal tem imposto austeridade aos cidadãos e, nesta difícil situação social, as crianças constituem um grupo particularmente vulnerável. O CIEC-UM, com a sua singular abordagem holística sobre o bem-estar, a educação e a saúde da criança, pretende contribuir para a resolução das crescentes dificuldades enfrentadas pelas crianças, por meio de investigação científica relevante.
A visão global do CIEC-UM assenta em:
» Desenvolver investigação numa abordagem holística sobre a criança e promover competências de investigação nos que trabalham nesta área;
» Contribuir para as políticas e questões práticas sobre as crianças, especialmente aquelas afetadas pelas carências sociais;
» Promover formação e suporte aos profissionais que trabalham com crianças, incluindo educadores, professores, enfermeiros e outros profissionais que trabalham em educação, saúde e serviço social.
A direção do CIEC está a cargo do Doutor Rui Manuel do Nascimento Lima Ramos. São ainda membros da direção a Doutora Zélia Ferreira Caçador Anastácio, a Doutora Ema Paula Botelho da Costa Mamede a Doutora Maria Teresa Machado Vilaça e a Doutora Diana Pereira.
Comunidades de Investigação
Comunidade de Investigação 1 – Contextos, quotidianos e bem-estar das crianças
Esta comunidade de investigação estuda as crianças a partir do seu próprio campo, envolvendo também os adultos – educadores, professores e outros profissionais de cuidados e bem-estar – com quem elas se relacionam em diferentes contextos e atividades.
Desenvolve a sua atividade em três vertentes: i) contextos e práticas sociais das crianças, abrangendo as experiências das crianças em contextos como a escola, a família, os grupos de pares, as instituições de acolhimento, os espaços urbanos e comunitários, as práticas lúdicas, as relações de género, as relações intra e intergeracionais e as políticas públicas para a infância; ii) saúde infantil e ambiente, incluindo a alimentação saudável, o desenvolvimento da saúde, a educação sexual, a prevenção da gravidez na adolescência e a prevenção de riscos de saúde, como o abuso de drogas e a segurança rodoviária; e iii) educação física e lazer, incidindo no impacto na saúde e segurança infantil dos estilos de vida, na atividade física e no desenvolvimento motor, bem como nas questões do bullying e da segurança nas escolas, parques infantis e equipamentos desportivos.
Comunidade de Investigação 2 – Aprendizagem e desenvolvimento das crianças
Esta comunidade de investigação centra-se num conjunto de objetivos centrados tanto nas crianças como nos profissionais que contribuem para a sua aprendizagem e desenvolvimento. Entre as suas principais áreas de atuação encontram-se o mapeamento da situação das crianças em termos de aprendizagem e desenvolvimento; a análise de produções culturais destinadas às crianças e sobre as crianças; o desenho e criação de recursos pedagógicos diversificados, em formato digital (software, jogos de computador e Internet, plataformas de aprendizagem) ou analógico (brinquedos, manuais, tutoriais e testes); e o desenvolvimento e avaliação de recursos pedagógicos e programas de intervenção orientados para a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças e para a melhoria das práticas educativas institucionais e profissionais.
Comunidade de Investigação 3 – Profissionais da infância, famílias e comunidades
Esta comunidade de investigação centra-se na formação e no apoio de profissionais que trabalham com crianças, bem como nas questões do profissionalismo, da identidade profissional e do desenvolvimento profissional, tendo em consideração o contexto político, cultural, social e económico, assim como as condições de trabalho, as estruturas e as culturas dos contextos da ação profissional. A investigação desenvolve-se tanto na perspetiva dos profissionais da infância como das crianças, particularmente no que diz respeito às profissões ligadas à prestação de cuidados, tais como enfermeiros, professores, facilitadores, pessoal de apoio, assistentes sociais e outros profissionais. São ainda abordadas questões relacionadas com as relações em instituições como a escola, a família e as comunidades, assim como com os pares e os espaços urbanos e comunitários.