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 à conversa com...

José António Brandão Carva​lho
Outubro 2018 | Fernando Azevedo

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José António Brandão Carvalho, nascido em Braga há (quase) 60 anos, professor na Universidade do Minho desde 1989. Licenciado em Ensino de Português-Inglês, com Mestrado e Doutoramento na área do ensino do Português (sempre na UMinho).​

José António Brandão Carvalho, Leciono UC na área da Educação em Línguas (Didática do Português e Literacia Académica, a nível de licenciatura, mestrado e doutoramento) e Metodologia da Investigação. Faço investigação na área das Literacias, tendo a Escrita como foco principal: ensino da Escrita, desenvolvimento de competências de escrita e Escrita Académica, domínios em que tenho publicado (livros, capítulos de livro e artigos em revistas científicas, nacionais e internacionais). Sou membro de algumas associações internacionais ligadas à investigação e ao ensino da Escrita, ISAWR - International Society for the Advancement of Writing Research, EARLI SIG-Writing e integro o Board da EATAW - European Association for the Teaching of Academic Writing. 


Quais os projetos em que te encontras envolvido?  O que mais te fascina nesses projetos?
​A criação de um vasto contexto de investigação, a participação de investigadores com culturas e perspetivas diferentes e as potencialidades que tudo isso encerra, em termos de partilha, discussão e construção de conhecimento, constituem os aspetos que mais gostaria de destacar. ​​​​

​Para além das atividades n​ormais de ensino, investigação e gestão (sou, neste momento, Diretor do Departamento de Estudos Integrados de Literacia Didática e Supervisão), destaco, no momento, a participação na Ação COST IS1401 - Strengthening Europeans’ Capabilities by Establishing the European Literacy Network (ELN), no âmbito da qual há um grupo, em que me incluo, que, tendo a Escrita Académica como objeto de estudo, está a desenvolver uma an​álise dos processos de elaboração de dissertações de mestrado envolvendo investigadores de cerca de uma dezena de países europeus​.

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Enquanto professor e investigador, que ideias poderias partilhar com sujeitos em formação, ideias que, no teu entender, são pertinentes para o futuro desses sujeitos?​
Nunca sabemos tudo e, nos tempos que correm, cada vez sabemos menos e aquilo que sabemos está constantemente a ser posto em causa à luz de novo conhecimento que vai em​ergindo. Assim, é fundamental uma abertura de espírito e um trabalho sistemático de aprofundamento e atualização do nosso saber.


B.D. (Bilhete Digital)​
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Um livro – Os Maias, que,  lido hoje, nos deixa perceber que Portugal, em certos aspetos, é pouco capaz de mudar.
Um filme – Em casa, acusam-se de ser o maior fã da Série Die Hard, e de as minhas preferências cinematográficas não irem muito para além disso!!! Mais a sério, destaco Bem-vindo Mr. Chance (1979, com Peter Sellers, como protagonista), uma demonstração de que a tendência humana para ir atrás de certas vozes é incontrolável (e estávamos longe das redes sociais de hoje).
Uma figura – O​ Papa Francisco, pela lufada de ar fresco que tenta introduzir na Igreja Católica e pelo modo como se posiciona face aos grandes problemas do mundo atual​.
Banda Favorita – não tenho; gosto sobretudo de Fado e há hoje muitos novos fadistas que gosto de ouvir. O Fado Bailado de Rao Kyao é, ainda hoje, o meu álbum favorito.
Passatempo – leitura e desporto, futebol, sobretudo. O Sporting de Braga é mais do que passatempo, é mesmo “vício” …
Um sítio – O Rio de Janeiro (continua lindo!), apesar do que lá vai acontecendo.
Especialidade Culinária – como homem de Minho, um bom sarrabulho e uma fatia substancial de pudim Abade de Priscos.
Um momento – o do nascimento dos meus filhos; … e, obviamente, o dia em que o meu Sporting de Braga “vai ser” campeão nacional.
Inspiração – uma bela paisagem.​



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