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Provas de Doutoramento em Ciências da Educação, especialidade de Organização e Administração Escolar Voltar

terça-feira, 30/01/2024    Instituto de Educação da Universidade do Minho
Realizam-se no dia 30 de janeiro de 2024 (terça-feira), pelas 14h00, na Sala de Atos do Instituto de Educação da Universidade do Minho, as Provas de Doutoramento em Ciências da Educação, especialidade de Organização e Administração Escolar, requeridas pelo Mestre Tiago André Gomes de Oliveira.
Título da Dissertação: "A gestão da educação e formação profissional contínua nas organizações públicas de saúde: modelos de análise dos processos de gestão de formação".
Composição do Júri:
Presidente: Doutor José Augusto de Brito Pacheco, Professor Catedrático do Departamento de Estudos Curriculares e Tecnologia Educativa do Instituto de Educação da Universidade do Minho.

Vogais:
Doutor Fernando Ilídio Silva Ferreira, Professor Associado do Departamento de Ciências Sociais da Educação do Instituto de Educação da Universidade do Minho;

Doutora Maria João Cardoso de Carvalho, Professora Auxiliar com Agregação do Departamento de Educação e Psicologia da Escola de Ciências Humanas e Sociais da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro;

Doutora Paula Cristina da Encarnação Oliveira Guimarães, Professora Auxiliar do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa;

Doutor Guilherme Rego Silva, Professor Auxiliar do Departamento de Ciências Sociais da Educação do Instituto de Educação da Universidade do Minho;

Doutora Daniela Andrade Vilaverde Silva, Professora Auxiliar do Departamento de Ciências Sociais da Educação do Instituto de Educação da Universidade do Minho (orientadora);

Doutora Ana Paula Morais Carvalho Macedo, Professora Coordenadora da Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho.

RESUMO
Afigurada a complexidade da atividade das organizações que integram o Serviço Nacional de Saúde português, tornou-se relevante compreender o funcionamento da educação e formação continua daqueles que desempenham funções nas organizações de saúde, com o objetivo de se perceber os modelos analíticos de educação e formação de adultos nas políticas e práticas adotadas pelas organizações e se estas são influenciadas pelas políticas europeias e nacionais. Para o efeito, criou-se a proposta de um quadro concetual que resultou da combinação de modelos de análise organizacional (os modelos burocrático, político e [neo]institucional) com modelos analíticos de educação de adultos (os modelos de modernização e controlo do Estado, democrático-emancipatório e de gestão de recursos humanos). Teve como resultado a criação de três modelos de análise dos processos de gestão de formação contínua dos profissionais de saúde, o Austero, o Elástico e o Híbrido, validados em quatro organizações de saúde portuguesas de grande dimensão. A metodologia adotada para esta validação foi qualitativa, com o recurso ao método de estudo multicasos. As entrevistas semi- estruturadas aos responsáveis e a análise documental representaram as técnicas de recolha de dados. Na análise dos dados empíricos, predominou o Modelo Austero, resultante da combinação do modelo burocrático e do modelo de modernização e controlo do Estado, caraterizado por uma administração hierárquica, supervisão limitada e liderança formal, considerada eficiente e racional na organização dos recursos humanos e no alcance dos objetivos organizacionais. A formação contínua é, nos discursos dos entrevistados, valorizada pelas organizações de saúde pois contribui para o desenvolvimento dos profissionais e para a melhoria da qualidade dos serviços. A gestão da formação nos discursos apresenta uma forte burocratização administrativa, no entanto, os discursos referem simultaneamente que procura atender as necessidades individuais e organizacionais, e a motivação dos profissionais é estimulada. A gestão estratégica por objetivos e a análise de necessidades de formação são práticas adotadas para melhorar o desempenho organizacional corroborando o Modelo Austero. A colaboração entre os pares, o envolvimento dos profissionais, a autonomia relativa dos formadores e a adesão dos formandos aos processos formativos são cruciais para o sucesso da formação. A gestão da formação contínua nas organizações de saúde é um procedimento técnico-burocrático caraterizado como sendo instrumento de controlo do Estado e representando o Modelo Austero.

Palavras-chave:
educação permanente; formação profissional; gestão da formação; organizações de saúde; profissionais de saúde.

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Doutoramento em Ciências da Educação
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