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Provas de Doutoramento em Ciências da Educação, especialidade de Tecnologia Educativa Voltar

terça-feira, 03/12/2024    Instituto de Educação, Universidade do Minho
Realizam-se no dia 03 de dezembro de 2024 (terça-feira), pelas 14h, as Provas de Doutoramento em Ciências da Educação, especialidade de Tecnologia Educativa, requeridas pelo Mestre Manuel Teixeira.
Título da tese: "Para práticas de b-learning num Instituto de Ensino Superior na Huíla: análise da infraestrutura tecnológica e formação docente em Tecnologia Educativa".
Composição do júri:
Presidente:
Doutora Laurinda Sousa Ferreira Leite, Professora Catedrática do Departamento de Estudos Integrados de Literacia, Didática e Supervisão do Instituto de Educação da Universidade do Minho;

Vogais:
Doutor José António Marques Moreira, Professor Catedrático do Departamento de Educação e Ensino a Distância da Universidade Aberta;

Doutor José Alberto Lencastre Freitas Borges de Araújo, Professor Associado do Departamento de Estudos Curriculares e Tecnologia Educativa do Instituto de Educação da Universidade do Minho;

Doutora Maria João da Silva Ferreira Gomes, Professora Associada do Departamento de Estudos Curriculares e Tecnologia Educativa do Instituto de Educação da Universidade do Minho;

Doutora Maria Altina da Silva Ramos, Professora Auxiliar do Departamento de Estudos Curriculares e Tecnologia Educativa do Instituto de Educação da Universidade do Minho (Orientadora);

Doutor Carlos Manuel Mesquita Morais, Professor Coordenador com Agregação Aposentado do Departamento de Matemática da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança.

Resumo: A necessidade contemporânea de integrar o ensino presencial com o ensino à distância online destaca a importância do ensino e aprendizagem com recurso às TIC, e baseada nas metodologias ativas e nas teorias construtivista e conectivista. A teoria sugere o b-learning como uma abordagem inovadora que combina interações presenciais e online, no entanto exige competências em TIC aos professores e alunos e a existência e investimento em infraestrutura tecnológica adequada. Neste contexto, estudamos as perceções e conceções da Presidência de uma Instituição de Ensino Superior (IES) na província da Huíla-Angola, dos especialistas em TIC e Informática, dos professores e alunos, sobre as condições socias e de infraestrutura tecnológica e formação contínua em Tecnologia Educativa da mesma IES, que os influenciam na utilização e integração efetiva dos recursos digitais, assim como na adesão às práticas de b-learning. Estudamos modelos teóricos como MITICA, Teoria Decomposta do Comportamento Planeado (DTPB) e o Quadro DigCompEdu, e destacamos a complementaridade destes modelos para conhecer a infraestrutura tecnológica e formação docente em Tecnologia Educativa na referida IES. Além disso, desenvolvemos um enquadramento contextual baseado em informações de relatórios internacionais e nacionais sobre as políticas relacionadas as condições facilitadoras de recursos financeiros e tecnológicos em países africanos, incluindo Angola. A metodologia foi qualitativa, do tipo Estudo de Caso único. Neste estudo, recorremos a múltiplas fontes de recolha de dados, tais como: análise documental, diário de bordo, entrevista semi-estruturada, focus group e questionário. Os instrumentos foram validados por especialistas, seguidamente pela Comissão de ética da Universidade do Minho. Participaram deste estudo a presidência da IES, especialistas em Tecnologia Educativa, e de Informática, professores e estudantes, totalizando 615 participantes. Os dados qualitativos foram tratados através de análise temática, com suporte do NVivo14 e os dados quantitativos foram analisados com base na estatística descritiva, com suporte do SPSS28. Os resultados revelam uma convergência positiva entre o governo e os participantes em relação ao blearning, havendo pouca resistência. No entanto, foram identificadas insuficiências nas áreas organizacionais, infraestrutura tecnológica e formação docente em TIC. Concluímos que a adoção do blearning é vista como uma oportunidade para modernizar currículos, ampliar o acesso ao ensino superior e preparar os cidadãos para os desafios contemporâneos. Os participantes enfatizam a necessidade de políticas públicas abrangentes para melhoria da infraestrutura tecnológica, condições socioeconómicas dos estudantes, acesso a dispositivos e recursos digitais, assim como infraestrutura de Internet e energia elétrica para adesão ao b-learning. Além disso, são propostas melhorias nos incentivos, alocação de tempo e recursos para formação, e investimento contínuo na capacitação dos professores, alinhado com o quadro de competências do DigCompEdu.


Palavras-Chave:
Adoção do b-learning na IES; Condições facilitadoras de recursos financeiros e
tecnológico; Formação docente em Tecnologia Educativa; Infraestrutura tecnológica.
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