quarta-feira, 08/03/2023
Instituto de Educação da Universidade do Minho
Realizam-se no dia 8 de março de 2023 (quarta-feira), às 14h30, na Sala de Atos do Instituto de Educação da Universidade do Minho, as Provas de Doutoramento em Estudos da Criança, especialidade de Infância, Cultura e Sociedade requeridas pela Mestre Maria Cristina Antas de Barros Dias Baptista Antunes.
Título da Tese: "Escola a tempo inteiro: perspetivas dos alunos sobre os seus quotidianos no contexto da pandemia COVID-19”.
URL para assistir às provas por videoconferência (não é permitida a gravação):
Composição do Júri:
Presidente: Doutora Maria Graça
Ferreira Simões Carvalho, Professora Catedrática do Departamento de Estudos
Integrados de Literacia, Didática e Supervisão do Instituto de Educação da
Universidade do Minho;
Vogais:
Doutora
Natália Fernandes, Professora Associada com Agregação do Departamento de Ciências
Sociais da Educação do Instituto de Educação da Universidade do Minho;
Doutora
Maria Cristina Tavares Teles da Rocha, Professora Associada do Departamento de Ciências
da Educação da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do
Porto;
Doutor
Fernando Ilídio Silva Ferreira, Professor Associado do Departamento de Ciências
Sociais da Educação do Instituto de Educação da Universidade do Minho
(orientador);
Doutor
José Augusto Branco Palhares, Professor Auxiliar do Departamento de Ciências Sociais
da Educação do Instituto de Educação da Universidade do Minho;
Doutor
Carlos Augusto Pires, Professor Adjunto da Escola Superior de Educação do
Instituto Politécnico de Lisboa.
Resumo:
COVID-19 é o nome oficial da
doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, identificado pela primeira vez na
cidade de Wuhan, na China, no final de 2019. O vírus espalhou-se rapidamente
por todo o mundo e a Organização Mundial de Saúde declarou a COVID-19 como
pandemia, em 11 de março de 2020. A pandemia tornou-se o centro de preocupações
e decisões, e também interesses, por parte de organizações internacionais,
governos, empresas, diferentes tipos de organizações e instituições, públicas e
privadas, e da sociedade, em geral. Termos como emergência, calamidade,
quarentena, isolamento, confinamento, entre muitos outros, entraram nos
discursos políticos e mediáticos e nas conversas do dia a dia, gerando medo, incerteza
e mudanças obrigatórias de hábitos e comportamentos. O teletrabalho tornou-se a
norma, tal como o ensino a distância, tornando-se claro que o impacto da crise
não é apenas sanitário, mas também político, social e económico. A presente
tese é fruto de uma investigação realizada em tempo de pandemia, assumindo a
autora o duplo papel de investigadora e professora na escola onde se
desenvolveu o estudo (escola dos 2º e 3º ciclos do ensino básico da cidade de
Lisboa). O interesse pela temática surgiu no mestrado e pretendeu-se profundar
a questão cerca de dez anos depois, com a particularidade de o estudo ser agora
realizado com a “escola em casa”. O principal objetivo da investigação foi
compreender o modo como a pandemia tem afetado a vida das crianças, a partir do
seu próprio ponto de vista. A hipótese de trabalho foi de que a “escola a tempo
inteiro” não consiste apenas numa política pública de ampliação da jornada
escolar, para, no mínimo, 8 horas, que equivale a uma jornada laboral de
pessoas adultas, mas, sobretudo, na reprodução da “forma escolar” em contextos
e modalidades que vão muito além das fronteiras da própria escola. Em termos
metodológicos, houve uma fase inicial de observação direta e de leituras sobre
a temática, com caráter exploratório. De seguida, o principal instrumento de
recolha de dados foi o inquérito por questionário, tendo-se procedido à análise
estatística dos mesmos e também à análise dos dados obtidos nas respostas às
questões abertas. Complementarmente, recorreu-se à análise documental,
incidindo nos normativos legais e outros documentos oficiais difundidos em
catadupa, dia e noite, no período da pandemia. Além de outros efeitos das
políticas de urgência, os resultados dão conta do que as crianças fizeram em
diferentes momentos, como o isolamento social e o confinamento, com destaque
para a “escola em casa” e o brincar – a quê?, onde?, com quem? – e também em
termos comparativos com o “antes da pandemia”.
Palavras-chave: Escola a tempo inteiro; Pandemia COVID-19; ensino a distância;
quotidianos das crianças.
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